Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Diário de Bordo - Londres (Capítulo: Reconciliação)

Ao chegar na porta do nosso apartamento parei. Pensei se seria bom entrar ou se seria melhor esperar Dan ir embora. Não sabia exatamente o que ia fazer caso entrasse: falaria com todos ou falaria com todos menos com ele? Não sabia se ia estragar a felicidade do pessoal, eu realmente estava muito confusa. Me encostei na parede pra ver se a mudança de posição ia fazer o meu raciocínio funcionar. Esperei. Até que aquela vontade louca de entrar me atacou e eu apertei com uma certa força, a campainha. Quando escutei os passos de alguém se encaminhando para abrir a porta comecei a tremer. Era até engraçado me ver daquele jeito. Parecia que a qualquer momento eu poderia ter um colapso de tanto tremelicar. Mas já era tarde demais, pois Nathália já havia aberto a porta.

_ Até que enfim você apareceu, hein! A gente tava pensando que você fosse dormir fora de tanto demorar! – e me deu uma olhada cínica (tipo quando alguém fala que você só chegou a um determinado lugar porque alguém que você gosta está lá) que eu fingi não entender.

_ Oi pessoal!

– “Oi!” disseram todos menos o Dan, pois não havia olhado pra ele. E fui direto pra sacada.

_ Ashley, onde você tava, hein? – gritou Diego.

_ Tava comendo. – resmunguei. Estava fula da vida com ele. Tá, eu sei que ele queria ajudar levando Dan para todos os lugares que eu fosse pra gente se acertar, mas pô, sem me perguntar nada e no apartamento onde eu tava era demais. Não demorou muito e ele veio falar comigo sem desespero, já que eu tava isolada.

_ Qual é o seu problema, Ash?

_ O meu problema é que você quer me ajudar, mas tá fazendo tudo errado. Poxa, Diego, por que você o trouxe? A gente brigou ontem, nada vai se resolver hoje. – e ele murchou – Desculpa, mas é que é pressão demais. Todos querem que a gente se perdoe, mas isso não vai acontecer da noite pro dia, isso se a gente se perdoar.

_ Eu sei, mas foi ele quem veio, eu insisti pra ele não vir, só que ele é teimoso.

_ Eu sei. Ele tá vendo se eu vou lá falar com ele. Você sabe, essas coisas de discussão do relacionamento e tal. Mas eu não vou.

_ Putz, quando a Tina começa com esse negócio de discussão de relacionamento eu pulo fora. É um saco. Eu não sei por que vocês, mulheres, adoram esses papos.

_ Nesse caso eu não sou mulher porque eu, simplesmente, odeio esse tipo de discussão. – disse meio que rindo.

_ Ash, você me desculpa pelo Daniel? – e me olhou sério desta vez.

_ Não é você que tem que pedir desculpas. É a gente que tem que se fazer isso. Eu e ele; só que um é pior do que o outro e eu sei que nada disso vai acontecer. A gente é muito orgulhoso, Diego.

_ Então você sabe errado, porque eu vim aqui pra tentar resolver essa história. – falou uma voz que estava de fora da conversa.

Era Dan que estava brechando todo o meu papo com Diego da porta da sacada. Ele se aproximou e eu não sabia exatamente o que fazer: se rezava para Diego não arredar o pé de lá ou se gritava com Daniel por ele ter se metido num papo que não era com ele.

_ Olha, – comecei tentando ficar calma – se você acha que tudo vai voltar ao normal da noite pro dia, você tá enganado, porque você não vai me comprar com joguinhos de perdão. – e olhei séria pra ele.

Percebendo que o apartamento estava muito silencioso para um local que abrigava dez pessoas tagarelas olhei através da porta de vidro da sacada e ao perceberem meu movimento, todos voltaram a conversar tentando despistar que estavam prestando atenção mais no meu diálogo com Dan do que nos seus próprios.

_ Joguinhos de perdão? Eu não seria tão otário pra fazer um negócio desses, Ashley. Pelo amor de Deus! – protestou.

_ Daniel, como você pode ser tão ridículo? Você mandou eu ir me danar, ontem, depois de ter beijado uma menina nos fundos do quintal da sua casa e agora fica querendo desfazer toda essa confusão. Você tem problemas, é? – indaguei furiosa.

_ Sabe, eu tô começando a ver que a única pessoa que tem problemas aqui é você, Ashley! Eu tô querendo ver se a gente volta!

_ Pra quê você quer que a gente volte? Só pra dizer a todos os repórteres que você tem uma garota? Pelo amor de Deus, Daniel, deixa de ser idiota! Se você acha que vai me fazer de otária de novo, tá equivocado, bem.

Diego não agüentara o meu papo reto com Daniel e nos deixou sozinhos na sacada. “Obrigada pela sua força espiritual como amigo, Diego!” pensei vendo que minha prece não tinha sido atendida.

_ Eu não te fiz de otária, Ashley, é você que tá falando, pô. Eu tô querendo consertar as coisas e vocês tá complicando mais ainda! – e contemplou a vista da sacada.

_ Então é isso – falei com um tom brando – talvez você só me visse como mais uma complicação. – e me abracei aos meus joelhos.

_ Pára de drama, Ashley! – disse com uma voz cansada virando-se pra mim e me encarando.

_ Não tô fazendo drama, Daniel, muito pelo contrário. Você acha que eu seria tão dissimulada a ponto de dramatizar como se a minha vida fosse uma peça? Ou será que você acha que eu não tô sofrendo com isso tudo que tá acontecendo? É legal você ser “amada” por uma pessoa que não acredita que você tenha tristezas o bastante pra sofrer! – ironizei enquanto sentia que ia chorar, e ele veio se aproximando de mim.

_ Ash, por favor, me deixa falar. Você não tava lá no quintal pra ver como tudo aconteceu. Desculpa se eu mandei você ir se danar ontem... mas, pô, você só quer falar e me acusar de que eu beijei a Henderson de propósito. Me dá uma chance. – se acocorou na frente da minha cadeira se apoiando nas minhas pernas.

_ Fala. – resmunguei fitando-o.

_ Eu sei que peguei pesado, ontem, mas você também tava toda descontrolada...

_ Mas diz se eu não tenho motivos pra isso? – provoquei.

_ Que saco! Você parece criança, Ashley, ninguém pode conversar direito contigo sem se irritar ou te mandar calar a boca! – e ficou em pé com os braços cruzados e de cara amarrada.

_ Você é que não me conhece direito, Daniel, e fica falando coisas que não são verdades. Eu fui humilhada por você na última fase do concurso na frente de todo mundo, só porque você acha que sou imatura pra ter ex namorados como amigos. Então, eu acho que não dá pra gente voltar, já que eu não tenho estrutura psicológica pra manter uma relação com alguém que fica me fazendo e dizendo absurdos na frente das outras pessoas. – ele emudeceu.

Em parte, o que eu havia acabado de falar era verdade. Quando virei pra pedir uma garrafa de água para Tina, vi que o apartamento estava vazio. “Melhor assim” pensei.


_ Eu já te pedi desculpas!

_ E você acha que é só pedir desculpas que tudo volta ao normal? Daniel, eu tô me sentindo ofendida até agora.

_ Mas você disse que tava tudo bem naquele dia. – falou me fitando.

_ Falei sim – admiti –, mas foi pra não estragar o meu momento importante. Você não sabe o quanto cantar me faz bem, Daniel.

_ É claro que sei que cantar te faz bem, Ashley! É o teu maior sonho.

_ Pois é, mesmo assim você quase estragou o meu dia, caramba! – e eu me levantei da cadeira com raiva pra pegar uma garrafa de água no frigobar.

_ Aonde você vai? – indagou vindo atrás de mim.

_ Por acaso você acha que eu vou fugir?

_ Não, eu sei que você não foge dos problemas.

_ Ah, pelo menos isso você notou enquanto a gente tava junto. – falei gesticulando com a garrafa na minha mão. Estava muito difícil abri-la.

_ Ashley, é a última vez que eu vou tentar resolver essa história... – eu me esforcei de todas as maneiras para abrir a garrafa mas a tampa estava muito atarraxada – Ah, me dá logo essa garrafa pra eu abrir! – falou impaciente puxando a mesma da minha mão. Ele abriu e me devolveu. Eu fiquei olhando para a garrafa enquanto pensava no que dizer, quando subitamente me vi falando:

_ Valeu. Quer um pouco? – e ofereci água a ele, numa cena, obviamente, patética, enquanto meu cérebro trabalhava exaustivamente para entender a razão de meu ato.

É uma discussão de relacionamento e você tá oferecendo água a ele?
Você se esquece que ele foi gentil ao desatarraxar a tampinha?
Ele só está querendo chamar sua atenção para o que ele tem a dizer!
Sim, mas não custa nada oferecer, não é? A menos que você seja mal educada!
Pelo amor de Deus, deixa de ser infantil, menina! Pára de fazer rodeios!
Não sei que rodeios! Ele também deve estar com sede, tá falando tanto desde que todos saíram do apartamento!
Não vou mais discutir, acho que seus olhos vão se abrir para o jeito com o qual vem agindo, ultimamente, mais cedo ou mais tarde. Você está sendo tola.

Nem percebi que Daniel estava me olhando, sem entender o que se passava no meu interior após longos minutos, ou assim me pareceu.


_ E você acha que eu quero isso? – respondeu-me com essa pergunta de maneira muito estranha.

_ Desculpa, eu só pensei que você tivesse com sede depois de ter gasto saliva com uma imbecil chamada Ashley... – e olhei pro chão. Ele veio se aproximando e eu comecei com os meus tremeliques.

_ Eu não quero água, eu só quero te beijar mais uma vez. – e ao dizer isso a gente simplesmente se beijou. Eu queria sim, claro que eu queria, isso e muito mais. Eu gostava muito do Daniel, mas só queira dar uma de durona pra ele ver que o meu esquema é o Girl Power. No fundo, no fundo eu sabia que ele era inocente na história do beijo. E naquele momento, sentindo o corpo dele contra o meu, eu podia sentir que ele não agüentava mais aquela situação de briga. Eu também não. Não suportava brigar com ninguém, ainda mais se fosse alguém especial. Quando nos afastamos, começamos a rir.

_ Desculpas, Dan, – mas as minhas lágrimas caíram antes que eu pudesse contê-las – preferi acreditar numa mentirosa do que no cara que eu mais quero bem no mundo. Foi mal.Ele me abraçou e começou a afagar meus cabelos.

_ Ash, você também tem que me desculpar. Vamo fazer uma coisa? – e a gente se afastou enquanto ele limpava as minhas lágrimas.

_ Um bora. O que é? – e sorri vendo-o sorrir também.

_ Vamos esquecer essa história que não vai levar a gente a lugar nenhum.

_ Tá bem. Do zero outra vez! – falei vendo que era melhor daquele jeito.

_ Faz de conta que a gente ainda tá conversando como no primeiro dia que a gente se conheceu... Ei... eu queria que você fosse minha namorada... O.k.?– falou ele repetindo a cena de quando nós havíamos ficado.

_ Ah! É... eu acho que você nem me conhece direito pra gente ir logo namorando, mas em todo caso... eu vou pensar sobre isso! Porque agora o que eu preciso pensar é em como abrir a porta e não parecer assustada... – e refiz os passos exatamente como tinha feito naquele dia.

_ Mas... espera um pouco... não está faltando alguma coisa? – e me puxou pra mais perto dele.

_ Tá. É claro que tá faltando sim! – falei tirando as palavras originais pelo improviso “necessitado” naquele momento. Ele sorriu pra mim.

_ Ei! Isso não tava no texto! Mas é assim que eu gosto! – e falando isso me beijou de novo.

_ Me diz uma coisa... a gente tava ficando? – disse.

_ Não, Ash. A gente tava ficando!

Repetidamente, fui abrir a porta e quando fiz isso, não foi Tina quem entrou com o antigo ar de encarnação, e sim foi um bolo de gente que caiu aos meus pés. Carol por cima de Rodolfo, que estava por baixo de Luciana, que estava com o braço na cara de Diego, que estava sufocado pelos cabelos de Tina, a qual estava batendo na barriga de Rodolfo para ele sair de cima de Tom que estava segurando a perna de Diego pensando que fosse a de Nathália.
Olhei para Daniel prendendo o riso e ele falou:

_ Nossa, você são bons ouvintes, hein? Quando eu não me lembrar mais dessa conversa com Ash, por favor, me contem. Eu sei que vocês sabem os mínimos detalhes! E todos se levantaram ajeitando as roupas amassadas e entortadas pelo eventual montinho. Olhei para Tina e percebi que ela estava lacrimosa.

_ Ah! É tão bom quando as pessoas fazem as pazes! Que lindoo! Vocês são uns tontos! – falou ela abraçando a mim e a Dan.

_ Calma, mana! É a gente que briga e você que chora. – disse eu rindo de toda aquela situação.
Depois de toda a reconciliação, Dan foi embora junto com os meninos, Tina e Lu pediram que eu contasse como fora a conversa com Daniel após a saída de todos eles do apartamento e Carol e Nathy, quando souberam daquele papo reto entre nós dois, regressaram ao respectivo apartamento. Escrevi tudo detalhadamente em meu diário, escovei meus dentes e “morri” na cama.

***

Faz tanto tempo que não dou as caras por aqui... Esse foi o semestre mais punk de toda a minha vida. Mais um pouco e me acharia um caso perdido. Cem bilhões de trabalhos pra uma única e última semana. Até que enfim!!! Férias, Zeus! Espero que tenham gostado do post - fragmento de uma história que há cinco anos estou cozinhando e não consigo aprontar!

Ganhei Meu primeiro Selo!! \o/

Valeu Will! Um mês depois do presentinho cá estou postando!


Vamos lá às regras: 5 características minhas seguidas de 5 indicações...

* Sou muito impaciente;
* Completamente pavio curto;
* Ínsone;
* Viciada em coisas antigas (Morou, broto?);
* Uma jovem idosa.

Indicações:

Camila, Hellequine
Nathália Esthevlana
N. Mylonas
Crodia
Jana

Beeeeesoss!!!
;*

Domingo, 17 de Maio de 2009

Rapidinhas da Semana

Aproveitando meu momento politicamente engajado, cá estou eu pra resumir esta super semana de maio... Não que ela tenha elevado grau de importância, é só pra constar mesmo. Às vezes contabilizar os fatos marcantes pode se tornar uma mania maravilhosa.

CASOS DE POLÍCIA
Direitos Humanos pra quê?
O caso do frentista de Santa Catarina que surpreendeu um assaltante armado disparando tiros contra o mau feitor até a morte deste, está sendo duramente criticado pela reação. Ora, todos sabem que postos de gasolina são alvos extremamente visados para assaltos (lembram da frentista grávida baleada na barriga?), então nada mais comum do que tentar se proteger com uma chuva de tiros. Dependendo do humor do criminoso ou você entrega o dinheiro e é baleado ou espancado, ou você não entrega nada e é ferido do mesmo jeito.
No Jornal Hoje do dia 15/05 todos estavam defendendo o “pobre” do ladrão que só queria um pouco da renda do posto para curar os danos em seu orçamento dizendo que foi uma desumanidade o ato do frentista que não tinha porte de arma, mas que também ficou ferido no tórax. A Lei dos Direitos Humanos só funcionam a favor dos criminosos pelo visto.
Meu parecer: Morreu pra deixar de ser besta! Na próxima encarnação vê se trabalha ao invés de “tocar o terror” em gente honesta!

Sacanagem com a boa ação
E aquele mau caráter de vinte e poucos anos que entrava nos supermercados segurando a camisa escolhia alguns produtos, passava no caixa e pegava não só as compras como a caixinha de doação de troco pra uma entidade que realizava atos de caridade?! Cara novo, sem escrúpulo e coração! Roubar caixinha de boa ação? Isto é Brasil!
Meu parecer: E se você fizesse parte de uma associação de velhinhos que está sendo ajudada por doações de usuários de certa rede de supermercados? Ia se sentir feliz ao ver a renda roubada por um folgado que aparenta ter caganeira mental?

CULTURA
La Tour Eiffel
120 anos do monumento metálico mais bonito do mundo!!!! Viva!!! Um símbolo do que a inteligência humana é capaz de realizar! Originalmente construída pra comemorar os 100 anos da Revolução Francesa, a Dama de Ferro é um ícone do turismo, da arquitetura, e do charme da capital francesa. A torre já foi palco de criações, de romances, desenhos animados (Anastácia, Ratatouille)... é sonho de consumo de muita gente e eu endosso esse rol...

BRASIL
De brincadeirinha
Está estampado em grande parte dos jornais: Presidente Lula é o primeiro governante brasileiro a pisar na Arábia Saudita. Espero que ele não pense que lá seja uma parte do Projac de Caminho das Índias e que ele não faça nenhum discurso premeditadamente improvisado. Os caras de lá são explosivos! ARE BABA!!!!!!

TV
Dálits
Falando em Are babas, não consigo entender qual o motivo de o pico de audiência da novela das oito constar sempre nos momentos de felicidade indiana. Sem querer me intrometer na cultura do local, Glória Perez estamos no Brasil, já fazemos festa por qualquer coisa, querer sambar porque alguma coisa na vida deu certo, é chato. Ainda mais o tempo todo. Outra coisa, ninguém tem dinheiro pra fazer pontes aéreas freqüentes Brasil – Índia – Brasil – Índia... Somente políticos...

Marmanjos
Não assisto Malhação, mas leio jornal e hoje simplesmente bati os olhos numa notícia quentinha sobre os capítulos seguintes da série que muitos adolescentes se baseiam para viver e se adequar na sociedade (como se isso fosse uma evolução existencial). Um dos personagens sedentos de namoricos, beijinhos e paqueras – olha que descolado! – irá treinar o primeiro beijo com uma boneca, travesseiro, sei lá! Nem em Chiquititas as crianças faziam isso! Todos barbados fazendo besteira, pelo amor de Zeus!!!!! Eu quero muito documentários sobre o tratamento do lixo para reciclagem! Vamos crescer e extinguir – com trema sim! – esses exemplos de vida da televisão brasileira por favor!

Beijos e queijos!!!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Se chove lá fora...

Não, não "queima aqui dentro", como cantaria a super one-hit-girl Patrícia Marx lá em 1980...

Retifico a idéia de um post antigo: quando chove, é melhor nem sair de casa. Não se consegue fazer nada sem ficar estressado, você não chega à parte alguma sem se atrasar, geralmente algo trágico acontece - goteira na sombrinha, escorregões no meio da rua, carros particulares tirando onda com a tua cara te jogando água de poças - e coisas do gênero.

Isso me irrita profundamente. Não o fato de de ter chovido torrencialmente todos os dias dessa semana terrível, mas o fato de Murphy ser tão meu amigo que tudo dá errado! Minutos antes de eu descer do ônibus - sempre o ônibus!! - desabou o toró e eu tive que me espremer no recuo coberto de uma loja entre as muitas pessoas que lá estavam porque simplesmente minha sombrinha, quer dizer, acho que sombrinha nenhuma das chuvas de hoje.



Quando reduziu um pouco a freqüência de pingos por micro-segundos, lá saí segurando os arames retorcidos de meu objeto protetor ¬¬. O início da minha rua estava alagado. Tive que fazer um balão enorme só pra chegar na esquina do meu prédio. O que é isso? Foi uma verdadeira natação pra eu enfim "ancorar em porto seguro". Até agora meus dedos estão congelados! Imagine se aqui nevasse!

Se as pessoas fossem inteligentes o suficiente, saberiam que existe lixeira pra jogar seus dejetos e não entupir os tão mal cuidados esgotos da cidade. Ainda mais quando sabem que a chuva vai coincidir com maré alta, mais agravada pelo aquecimento global! Zeus salve o mundo... Talvez não, só pra nós humanos deixarmos de ser metidos a besta e preservar de uma vez as riquezas naturais.

Chuva boa é pra cair quando a gente está em casa, entediado de não fazer nada e escutar o barulho dela batendo na janela e dormir... pra sonhar com dias melhores.

Besos Kidss!

PS¹: Momentos de tensão...
PS²: Não deixem de visitar o mais novo blog Blattaria Deflagration, um lugar de muita ficção, insetos, e insanidades!

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

D-E-N-Ú-N-C-I-A !-!-!-!


Os tempos são difíceis! Muitos trabalhos, provas, projetos, problemas... muitos prós... ;) Por isso as atualizações estão em baixa. Juro que leio todos os comentários e peço desculpa se não respondi a tempo. "Antes tarde do que nunca."

Hoje, eu vim fazer uma denúncia... Muitos podem achar que estou estragando meu feriado querendo "tocar o terror" em determinado assunto, quando deveria estar descansando à sombra e água fresca idolatrando Tiradentes por proporcionar um começo de semana maravilhoso ao invés de esquentar minha cabeça só pra ganhar rugas...

Preocupação por preocupação, já que estou trabalhando muito (working for a better future ;D), melhor denunciar... Outro dia estava eu e meu seleto grupo de trabalho rumando para um Palacete a fim de fazer registro fotográfico e conhecer um pouco mais da história dele pra elaborar um folder como avaliação do semestre.

Chegamos com o tão problemático ofício e nem foi preciso sacá-lo de dentro do caderno, o senhor que nos atendeu foi super agradável e só perguntou de qual faculdade de arquitetura nós éramos. Então, começamos a expedição pelo incrível Palacete Bolonha, com muitas perguntas, anotações, fotos - sem flash - e indignação.

Há dois momentos de indignação:

1º - Este se deu quando subimos ao segundo pavimento e descobrimos que o forro da sala de vestir - olha que chique! - não estava em processo de restauro, pois já havia sido recuperado pela prefeitura anterior. Mas pera lá? E os detalhes em ouro que dão graça às flores e aos anjos em placa grega?São peças novas, né? Não! Simplesmente encobriram os detalhes com tinta PVA branca!!!!!!!! Parece que as placas vão despencar a qualquer momento! E as escadas caracol em ferro trabalhado? O dono anterior vendeu todas pra pagar as dívidas. E a escada em mármore carrara do hall de entrada? Os guarda-corpos da escada principal? Tudo vendido!!

Cadê o respeito para com o patrimônio histórico?

- Este momento foi o mais crítico de todos. Na hora de ir embora. Chegamos à conclusão que o guia sabia um pouco da história da construção mas não estava devidamente preparado para uma visita técnica. Quer dizer, ele não sabia usar os termos corretos, e não falava com convicção., além de fazer concordâncias erradas. Isso eu sei, não é culpa dele.
O órgão que funciona no Palacete - que é da Prefeitura - poderia capacitar pelo menos um grupo de 15 guias pra receber não só visitantes que estão pesquisando sobre a história do prédio mas como turistas e a própria população de Belém.

Na maioria dos museus é assim... só a elite comanda, a elite dos intelectuais, porque aqui em Belém a elite mesmo só quer saber de viajar pros EUA e aparecer nos jornais como colunáveis ao invés de se interessar pela cultura e história da formação e construção da cidade. Os intelectuais querem deter o poder do conhecimento só pra eles ao invés de disseminá-lo para integrar a população que poderia se beneficiar sócio-econômica e culturalmente.

Mããããsss... talvez o sr. Prefeito - que mais parece foragido - não queira investir em capaticação, turismo, educação e integração. Enquanto isso a gente convive com atrocidades à língua, falta de informação, burocracia exacerbada e ausência tanto de fontes para pesquisa como de interesse por parte do governo.

E tenho dito!

P.S¹: O Palacete Bolonha foi construído pelo fundador da Escola de Engenharia do Pará, Francisco Bolonha, como presente para sua mulher, a pianista Anna. Todos os detalhes de forro e azulejaria são feitos à mão, sendo os primeiros com detalhes em ouro. Ele era muito rico, possuia um closet só de sapatos, tinha uma sacada florida em marmorite só pra assistir à procissão do Círio sem sair de casa (naquela época não tinham espigões e dava pra ver toda a avenida Nazaré), tinha uma torre onde namorava - e provavelmente fazia outras coisitas mais com sua mulher - espionava quem entrava e saía de seus imóveis com uma luneta e tinha a posse do Mercado da Carne e do Ver-o-Peso.

P.S²: Vocês podem ver algumas fotos que eu tirei no meu flickr.



Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Dia Negro

Quando a aula é legal¹ a gente fica assim meio... meio away... meio viajando quando olha pela janela.


Porque quando chove muito de manhã cedo, é melhor nem sair de casa. Enfrentar uma hora e pouco de trânsito pa chegar na faculdade e descobrir que não está tão atrasado assim, porque não vai ter a primeira aula não é frustrante. É deprimente!

Você largou sua cama quentinha e agradável depois de ter preparado trabalho a madrugada inteira para não apresentá-lo e esperar uma aula antecipada de uma disciplina que realmente não é necessária? Zeus, me salva!

Então, você não muito satisfeito resolve esperar o professor "antecipado" com medo de prova, ou algo do gênero, por muito tempo e quando toma coragem pra ir embora o diabo aparece pintado na sua frente te convidando pro inferno e murmurando desculpas por ter perdido o horário...

E aí o que acontece? A gente pinta os desenhos do caderno, escreve frases filosóficas do tipo "A vida é dura", batuca músicas imaginárias, tira esmalte com o dente, dorme em cima do caderno numa posição confortável e disfarçável e faz contagem regressiva de cinco em cinco minutos pro fim da aula.

Olhar o céu escuro e uma cortina de água pelo vidro da janela não é especial. É mais maldito ainda quando você lembra que tem que pegar ônibus com sua sombrinha furada não resistentea movimentos bruscos seja de corrente de ar ou de qualquer outra coisa agressiva...

Cancelem as aulas quando cair o dilúvio, carro particular pode não resistir atravessar essas competições náuticas enfrentadas pelas ruas super bem drenadas da cidade. Me deixem tirar o sono atrasado e me poupem de tomar banho na rua.

Obrigada e tenha um bom dia!

***
1. Anedota do dia da Mentira.

Beijos queridoss!!

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Modernidade High(low)Tech

Cheguei à conclusão (e não duvido muito que outras pessoas assim o fizeram) de que quando mais o ser humeno se atualiza, evolui, mais mesquinho e superficial ele se torna. Não! Esse texto não vai ser mais uma lição de moral entre os valores medievais e os que a sociedade moderna cultua em meio às revoluções técnico-científicas que ocorrem de hora em hora - assim como o resultado parcial da Tele Sena =D -, mas sim um protesto de paz sobre a maneira de ser, agir, construir, gastar tempo e ganhar dinheiro.


Tudo é setorizado e por mais que a palavra alivie o pavor que sentimos a qualquer movimento que indique o caos urbano, já foi comprovado que a regularidade do traçado e a segmentação das atividades vitais de uma cidade não resolvem os problemas da urbanização, como o surgimento das cidades satélites, o aumento da criminalidade e da especulação imobiliária, entre outros.


Nós humanos, como qualquer outro animal, buscamosa conquista do espaço, contudo ultimamente viemos cometendo absurdos construtivos tão grandes quanto atentados à história da cidade e por quê não dizer de nossa própria linha evolutiva?! Pra quê entupir o centro da cidade de espigões envidraçados quando podemos preservar e recuperar edificações de época transformando-os em Centro Culturais difusores de nossos costumes e tradições, fazendo-nos conhecer muito mais nossas origens, fincando nossos pés em nossas raízes sem delas nos envergonharmos?


O povo precisa de cultura, então o que é necessário fazer para que possamos preservar nossa história sem perder partes importantes dela? Educação. Mais de 10% do Centro Histórico de Belém já foi perdido porque o povo acha caro manter "casas velhas"; e o que falar do acervo de azulejos manufaturados, em sua grande maioria, trazidos de Portugal, que está 60% deteriorado?


Como podemos dizer que queremos o bem da nossa cidade se não conhecemos nem metade de sua história e preservamos só aquilo que nos convém pra servir de ponto turístico e/ou terreno baldio para construtoras ávidas por concreto armado, vergalhões e vidros adensarem o tão apinhado centro nervoso de Belém?


Vamos das voz ao nosso "saber fazer" que ele também é patrimônio.

Alguns azulejos do Centro Histórico de Belém (by Amanda Pinto)

Um bom carnaval pra todo mundo! \o/

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Enjoy


Vista da Baía do Guajará - Belém/Pa (By: Amanda Pinto)

"It could be anywhere"

Estádio do Mangueirão - Belém/Pa (by: Amanda Pinto)

"This is your paradise"

Estrada Belém-Bragança (by: Amanda Pinto)


"Take me home"

*The Clash - Straight to hell*